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Segunda-feira, Julho 23, 2007
::china heart::
chegou.
aquele momento onde a verdade chega, rasgando a pele, corte preciso.
e ela cai certeira.
ele a segura, e do rasgo, o frio invade.
a vista turva, mas só por instantes.
a luz da verdade não ofusca, simplesmente torna tudo límpido.
ele...
ele que prega tanto o verdadeiro amor,
se viu vítima,
e carrasco.
viu, que para comprovar o que diz,
ou no que acredita que diz,
se emaranha em armadilhas.
deixadas por ele mesmo...
e que seu amor é fruto apenas,
da vontade de prender,
a ave luzidia e querer que ela cante para ele apenas...
tentando conquistá-la,
fazendo agrados,
sofrendo e abnegando-se,
para que ela venha,
apiedar-se,
com olhos rasos de lágrimas de gratidão,
estender sua asa num abraço,
e com hálito melodioso
cantar-lhe ao ouvido.
e ele,
num movimento apenas,
puxa a linha, que prende a arapuca,
e aprisiona a ave...
que de próxima e acessível,
perde a graça,
e que morre, negligenciada,
pelo amor que não era.
era qualquer coisa, menos amor...
e ele sabe, que é caçador.
percebeu isso,
quando as aves começaram a voar dele...
quando descobriu que os cânticos de lamento das que aprisionou
eram avisos,
e as aves aprenderam a reconhecer seu olhar...
e ele, se viu só,
sem conseguir ser ave.
e se apaixonou, por aquela.
que fugiu a tempo,
e quis ter asas para alcançá-la,
dizer que era dela.
mas ela sabe,
que ter asas não é para todos,
e que ter consiência não é o bastante.
ele não é ave,
e não consegue mais ser caçador...
e não aprendeu a ser outra coisa.
posted by PAULO PINHEIRO at 12:00 AM ::comente e tempere o vinagre!::
Domingo, Julho 15, 2007
::assim disse kylie...::
"So drawn to your own reflection
You want someone
Like a personal possession
To shine light on your perfection"
e me pego neste instante, descrente de tanta coisa...
dias chuvosos que teimam em deixar meus pés e nariz gelados...
mesmo com o sol lá fora.
e me pergunto quanto deste frio é culpa do chão, ou do vento chato que entra.
me pergunto, mais ainda, o que fazemos do nosso tempo?
como assim não sobra nada para nós mesmos???
e como vendemos barato isso...
nossos dias, nossas horas...
como damos de graça nossos minutos em filas, espera...
espera...
espera...
e sinto, a vida figindo...
alí, pronto...
já foi... minutos que eram meu, q correram pr'aquela boca de lobo alí...
viu?
tudo bem, não importa mais.
na verdade vou alí, voltar a ler o livro,
e assim, não perco meus minutos em espera,
e sim viajando para outros universos!
posted by PAULO PINHEIRO at 2:30 PM ::comente e tempere o vinagre!::
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